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EDIÇÃO #009 — ABRIL 2021
CRIAMOS AQUELES RE-TOTES SOLIDÁRIOS!
 
O tote bag reutilizado, sem fins lucrativos, contribui com 3€ para os cabazes mensais da União Audiovisual.
Há muito que nos perguntavam quando haveria um tote bag d’Aquela Kombucha. Fomos refletindo, falando sobre o assunto e por muito apetecível que a ideia fosse, sentíamos alguma renitência em criar só por criar, usando matéria prima nova em algo acessório. Este desconforto levou-nos a assumir uma das nossas máximas: reutilizar e repensar o que já existe.

Em paralelo, não conseguimos ignorar o panorama atual e o impacto da pandemia em tantas famílias portuguesas, que se encontram em sérias dificuldades económicas. 

Por isso juntamos duas intenções numa só criação e assim surgiu o RE-TOTE solidário. 

 

Resultado da nossa procura pelos fundos de armários de amigos e familiares, recolhemos dezenas de sacos de pano parados e esquecidos, sobre os quais imprimimos uma serigrafia que se sobrepõe com intenção: a receita angariada com a sua venda destina-se a cobrir custos de produção e divulgação (2€) e a maior parte (3€) reverte para a Associação União Audiovisual, contribuindo para os cabazes mensais que apoiam os profissionais técnicos e artistas da cultura, espetáculos e eventos, que atualmente estão sem o trabalho que tantas vezes nos fez feliz. É a nossa vez de retribuir! 

Adquire já o teu RE-TOTE na nossa loja online ou n’Aquela Kombucharia, de segunda a sexta das 15h às 19h, Rua Duque de Saldanha 345, Porto. 

  

RE-TOTEs foram produzidos em parceria com os nossos vizinhos Atelier Coisa, que além de ótimos profissionais na arte de serigrafia têxtil são de uma dedicação e atenção exemplar a cada projeto que realizam.
ENCOMENDA O TEU RE-TOTE AQUI
VEM AÍ UM NOVO SABOR,
E É PARA FICAR!

Este mês vamos alargar a família de sabores d’ Aquela Kombucha! Vamos complementar a nossa oferta permanente com um sabor extasiante, cheio de vitaminas e minerais. Não podemos revelar muito mas a vontade é tanta que decidimos criar um passatempo para os nossos subscritores: 
 
Queres adivinhar para ganhar?
 
Envia-nos a tua resposta aqui.
 
Quem acertar irá receber um 
trio do novo sabor de oferta! weeee;)
Em Abril, o mês da exaltação ao abrir das folhas e flores, de homenagem a Afrodite e da comemoração da (nossa) Liberdade, convidamos a deusa das pistas Ibéricas Sama Yax, aka Ainara, para aquela playlist com aura livre, revolucionária e viva, que só ela consegue expressar através da música.

Ouve e segue aqui 
Um mestrado em Londres e uma longa viagem pela Índia fizeram crescer um novelo de ideias na mente de Joana Duarte. A designer de moda perdeu-se então por terras distantes de sonhos, emaranhado-se lentamente num caso amoroso com histórias por contar. Canções entoadas por personagens dos mais diversos cantos do mundo, aventuras relatadas por tecidos que atravessam o globo, e ainda crónicas adornadas com cristais, saris, naperons e todo o tipo de bordados. Tesouros feitos em colaboração com artesãs para dar uma segunda vida aos panos de antigamente, privilegiando o tempo, a perícia, a beleza e a durabilidade.

www.behenstudio.com
@behen.studio

ALICE 
BERNARDO
 
 
Coordenadora do projeto Saber Fazer, onde se dedica à investigação, valorização e divulgação das técnicas de produção artesanal e semi-industrial em Portugal.

saberfazer.org
@osaberfazer/
/saberfazer

POR FAVOR USEM LÃ. O AMBIENTE AGRADECE E AS OVELHAS TAMBÉM.
 
A Primavera já começou e cá no Saber Fazer é a altura em que começamos a pensar (ainda) mais num dos nossos materiais favoritos, a Lã, porque entramos na época das tosquias!

Em Portugal temos 16 raças autóctones de ovinos criados em regime extensivo, que é como dizer que pastoreiam livremente todo o ano, o que os torna agentes importantes na manutenção de todo um ecossistema, além de serem a base de um modo de vida único e de constituírem um patrimônio genético importante.

 

Uma das atividades que promovemos anualmente é uma demonstração pública da Tosquia com o nosso tosquiador favorito, o Martin O’Connel. É um dia que nos permite partilhar com o público um processo importante para os animais e para nós, sensibilizar para a importância das raças autóctones e do modo de criação extensivo, enquanto esclarecemos dúvidas e desconstruímos mitos modernos.

Um desses grandes mitos envolve precisamente a tosquia e, por isso, a primeira pergunta a que gostamos de responder é “Porquê tosquiar?”. 

 

Quase todos os ovinos existentes são animais domesticados. Ao contrário do que acontece com os ovinos selvagens, cujo pêlo cai naturalmente na Primavera, nos animais domesticados a lã simplesmente não pára de crescer. Uma ovelha que não seja tosquiada na altura certa irá sobreaquecer, perder o apetite e a mobilidade devido ao excesso de lã e ao aumento de peso. A adicionar a isto, temos um ano de crescimento de lã que acumula sujidades, que podem causar queimaduras, provocar doenças e atrair insectos.


Por esta razão, tosquiar é uma prática anual obrigatória para assegurar o bem-estar animal. Quando há milhares de anos decidimos domesticar um ovino, assumimos uma responsabilidade que terá de ser cumprida enquanto ele existir à face da Terra.
Mas a nossa responsabilidade não acaba aqui. Temos também a obrigação de garantir o seu bem-estar durante a tosquia e de honrar a matéria-prima que estamos prestes a receber. Afinal de contas, é um material naturalmente renovável, biodegradável e com características únicas que demorou um ano inteiro a crescer. Nada neste processo deve ser deixado ao acaso. Um bom profissional executa a tosquia de acordo com um método específico: a técnica Bowen. Criada nos anos 40, esta técnica é como uma dança bem coreografada, definindo uma sequência de movimentos que otimizam não só o processo da retirada da lã, mas também o conforto do tosquiador e do animal.
 

O gosto do tosquiador pela arte de tosquiar e o amor pelos ovinos é um fator importante que temos a oportunidade de partilhar sempre que organizamos uma tosquia com o Marty. Nas suas mãos, as ovelhas relaxam e, muitas vezes, adormecem enquanto ele lhes retira o velo graciosamente, tal qual um bailarino de sapatos de lã no seu pequeno palco. 
 

Falar sobre a valorização da Lã das raças autóctones como uma fibra realmente sustentável e educar para sua produção de forma ecológica, ética e com padrões de qualidade é a nossa pequena contribuição para que cada vez mais pessoas optem por soluções ambientalmente e socialmente positivas. 
Boa Primavera,
Alice
 

O Saber Fazer é uma iniciativa que desde 2011 se dedica à investigação e educação das técnicas de produção artesanal e semi-industrial em Portugal. Nasceu com o objectivo de assegurar a passagem de conhecimento técnico, mas também de educar e sensibilizar o público em geral para as questões que se relacionam com a sustentabilidade ambiental, social e económica. 

Saiba mais em
www.saberfazer.org
 

 
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