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EDIÇÃO #004 — NOVEMBRO 2020
ÉS FÃ DO ZERO WASTE?
NÓS TAMBÉM! 

 
POR ISSO TEMOS
AQUELA KOMBUCHA A GRANEL!
Com a abertura d’ Aquela Kombucharia, oferecemos uma nova forma de adquirir o nosso chá vivo.

No campo da sustentabilidade, não será preciso reforçar o porquê de todo o nosso entusiasmo (quanto menos embalagens melhor!) mas temos outra motivação que queremos partilhar convosco. Aquela Kombucha a granel irá enriquecer e diversificar o nosso taproom, pois vamos lançar esporadicamente novos sabores exclusivos à pressão, resultantes das experiências que desenvolvemos aqui na fábrica e de parcerias que iniciamos - gostamos muito de uma boa collab! 

Com a inauguração da kombucharia lançamos a AK Groselha, desenvolvida durante o verão quando nos ofereceram um cesto cheio de groselhas biológicas, deliciosas e vitaminadas! Yup, sucesso! 

Por isso já sabem, tragam as vossas garrafas ou comprem aqui (temos garrafas de vidro de 1L, reutilizáveis a 2,50€), e encham-nas com este novo sabor ou com um dos nossos clássicos (6€/L). 


Às quartas e sextas, das 17h às 19h, estamos por aqui. See ya!

PROMO DO MÊS*
 
Na compra de cada litro de Aquela Kombucha a granel, leva outro grátis! Weee!
 
*Válido durante o mês de Novembro 2020.
NÃO PASSAS SEM
AQUELA KOMBUCHA?
JÁ FAZ PARTE DA TUA ROTINA? 
ENTÃO ADERE À NOSSA SUBSCRIÇÃO MENSAL E RECEBE TODOS OS MESES O TEU PACK COM PORTES GRÁTIS!
Adoramos mimos e não há quem mereça mais do que os nossos fiéis clientes! Por isso lançamos, em primeira mão para os leitores d’Aquela Magazine, a nossa campanha de subscrição mensal de Aquela Kombucha. 

Ela é destinada a todos os apaixonados por Aquela Kombucha! Aos que vêm nela uma aliada quotidiana do bem estar e que não querem que ela falte no frigorífico... Ou para aqueles que não gostam nada de gerir listas de compras mas que adoram uma AK fresquinha sempre disponível. Para todos vocês, criámos uma solução bem tentadora! 

A partir de agora, já podes receber mensalmente, em tua casa, o(s) pack(s) de Aquela Kombucha sem aceder à loja online e com oferta dos portes de envio. Oh yeah!!! Podes subscrever qualquer quantidade de packs por mês, com os sabores que quiseres.

Ou seja, tal como recebes o teu cabaz de legumes porque não receber um pack de AK? Ambos te ajudarão a manter uma alimentação cuidada e equilibrada, mantendo-te preparada/o para qualquer apocalipse.  

Para ativar a tua subscrição, envia-nos um email para quero@aquelakombucha.pt com: 
1 - quantos packs queres receber por mês.
2 - quais os teus sabores de eleição? podes criar o(s) pack(s) à tua medida! 
Opções: Original, Gengibre, Hortelã e Mirtilo (edição limitada - está quase a terminar!)
3 - Nome, morada de entrega e contacto telefónico para o transporte.
4 - A frequência de pagamento mais adequada para ti: pagamento mensal, trimestral ou anual.
5 - O método de pagamento escolhido, sendo as opções: transferência ou paypal - ainda não temos mbway mas estamos a trabalhar para isso! 
Como funciona?
Expedimos as subscrições mensais na primeira quarta feira de cada mês, chegando até 48h. 
Na semana anterior, receberás um email a relembrar a encomenda para o mês seguinte e a pedir o comprovativo de pagamento.

As subscrições mensais serão formalizadas e geridas via email com o nosso acompanhamento personalizado, ou seja muita atenção e cuidado <3 estamos aqui para vos ajudar, caso a caso, para que não vos falte kombucha, com todo o conforto e em segurança. 

A qualquer momento, poderás alterar a quantidade e/ou sabores da tua subscrição. 
A subscrição pode ser cancelada a qualquer momento, enviando um email para quero@aquelakombucha.pt
Campanha válida apenas para Portugal Continental. 
A difícil definição do que a Inês faz é proporcional ao surpreendente do que faz. Artista, investigadora, exploradora, com uma paixoneta pela fermentação em particular e pelos alimentos em geral. Utiliza-os como elementos compositivos das suas obras, prepara-nos quadros degustativos, performances olfativas, espetáculos  participativos, em que nos coloca nas encruzilhadas do espectador - actor. As fotos foram de um evento onde Aquela Kombucha fez parte da obra e teve lugar à mesa. Obrigado Inês.
Para uma melhor compreensão deste universo o melhor é mesmo ver o @inesns e o @mesa_supperclub
→ Jantar-performativo durante a Bienal de Design do Porto. Fotos de @sharedinstitute

HUGO
Dunkel

Cultura alimentar, Agroecologia, Agricultura Regenerativa, Permacultura e Fermentação.

@hugodunkel
hugodunkel.info

AS PLANTAS NÃO QUEREM SER COMIDAS!

Ao contrário dos animais, as plantas não podem fugir dos seus predadores. Como tal, elas desenvolveram estratégias várias para se defenderem e sobreviverem: defesa física – munindo-se de elementos protectores como espinhos ou defesa por simbiose com animais defensores ao criarem condições benéficas para os atrair e que por sua vez as defendem –  defesa visual – ao enganarem os predadores pela sua forma e cor – e entre outras, a defesa química. 

As plantas desenvolvem os seus próprios pesticidas para se defender de herbívoros, bactérias e fungos. Esta defesa acontece de várias formas: destruindo o metabolismo ou a estrutura física do predador, alterando o seu equilíbrio hormonal, reduzindo a sua capacidade de digestão, entre outras. Acontece que muitos destes compostos tóxicos têm também um impacto relevante na saúde humana através da alimentação, pelo que são chamados de ANTINUTRIENTES.. 

A história da humanidade está repleta de casos históricos do impacto destas substâncias: Pelagra causada pela importação de milho por colonizadores europeus que desconheciam os métodos tradicionais de preparação do mesmo; a nixtamalização, uma intoxicação por cianeto devido ao consumo de mandioca não lavada e fermentada adequadamente; e mais recentemente o crescente número de casos de desequilíbrios hormonais em crianças, causadas pelo consumo excessivo de soja. Afinal todos nos lembramos daquela flatulência que precede uma bela feijoada.

Em tempo de escassez a humanidade aprendeu a sobreviver com estas toxinas criando formas de reduzir o impacto destas na nossa saúde. O acumular destes conhecimentos levam a crer que a forma mais eficiente de evitar antinutrientes é eliminar da nossa dieta plantas que nos causam problemas ou combinar várias ESTRATÉGIAS de mitigação assegurando que seguimos um regime alimentar que nos mantenha saudáveis.
O QUE PODEMOS FAZER ?

FERMENTAR
é um método tradicional de recorrer à ação metabolizadora dos microrganismos e reduzir fitatos e lectinas dos cereais e leguminosas sobre a forma de panquecas, papas e pão de massa azeda. A soja, alimento tradicional do oriente, é consumido maioritariamente fermentada sobre a forma de tempeh, natto, miso, molho de soja e outros. Muitos vegetais podem ser fermentados sobre forma de picles, chucrute, kimchi, reduzindo os seus antinutrientes e tornando-os alimentos mais nutritivos. O açúcar pode ser usado para estimular o desenvolvimento de bebidas deliciosas como a kombucha d’ Aquela Kombucha, metabolizando-se num vasto número de compostos benéficos. 
 

DEMOLHAR cereais, leguminosas e legumes em água durante a noite, ou por períodos mais prolongados, permite reduzir fitatos, inibidores de enzimas, lectinas, taninos, fitoestrógenos e oxalatos. Maior parte dos antinutrientes são hidrossolúveis sendo que se dissolvem facilmente na água que deverá ser descartada – a prática do uso da água da demolha e cozedura para fazer arroz de feijão ou aquafaba é uma estratégia antagónica. A demolha, quando longa, envolve um processo de fermentação que pode ser estimulada com recurso a vinagre ou uma fonte de microorganismos. 
 

GERMINAR sementes torna mais acessíveis os seus nutrientes e degrada até certo ponto fitatos e ligeiramente os inibidores de enzimas e lectinas.
 

COZINHAR a altas temperaturas, especialmente através de fervura, degrada,  até certo ponto lectinas, taninos, inibidores de enzimas, fitoestrógenos e glucosinolatos. Os oxalatos também podem ser reduzidos através deste método. Já os fitatos são bastante resistentes à temperatura e não apresentam grande degradação sobre este processo. Em geral, quanto mais cozinhado, menos antinutrientes o alimento apresentará. É preciso ter cuidado com a panaceia das dietas cruas que ignoram o impacto dos antinutrientes e exacerbam o seu consumo deles sobre a forma de batidos de vegetais e papas cruas de cereais.

ELIMINAR ou REDUZIR o consumo de: açúcar,  cereais, leguminosas, oleaginosas, solanáceas, crucíferas, espinafres, acelgas e demais plantas apresentadas no quadro antinutrientes e fazer uma alimentação rica e equilibrada em alimentos densos em nutrientes.

COMPOSTAR cascas de vegetais como batata e batata doce, ramas de cenoura e de beterraba. Reduzir o desperdício é importante, porém não à custa da nossa saúde, o solo e os animais ficarão muito mais bem servidos.
 
Saudações regenerativas,
Hugo Dunkel
ANTINUTRIENTES – OS MAIS RELEVANTES
Fitatos: São químicos que quelam e previnem a absorção de minerais como cálcio, zinco, ferro e magnésio, podendo causar desmineralização, cáries, problemas ósseos, doenças auto-imunes, entre outras. Eles estão principalmente presentes no farelo e casca de cereais, leguminosas e oleaginosas. 

Oxalatos: Compostos químicos que se agregam ao cálcio provocando cristalizações que se acumulam em várias partes do corpo, sendo as pedras nos rins uma das mais conhecidas. Eles estão presentes em vegetais como salsa, espinafre, acelgas, ruibarbo, batata doce, folhas de beterraba, rama de cenoura, amendoins, frutos vermelhos e cacao.

Taninos:  São compostos que impactam a digestão ao tornar as proteínas indigestas. O seu impacto é tão grande que é usado para curtir couro e tornar mais estaladiços os vegetais fermentados. Eles estão presentes em muitos alimentos, mas em quantidades mais relevantes em bolotas e castanhas, chá, café e uvas.

Glucosinolatos: Compostos presentes nas brássicas ou crucíferas, plantas da família da mostarda – couve-flor, brócolos, couve, rúcula... Estes compostos são bociogénicos, ou seja, podem causar bócio e outros problemas tireoidianos ao bloquear a absorção de iodo e inibir a produção de hormona tiroide.

Lectinas: Os enterócitos – células do sistema digestivo – estão, na sua superfície, ligadas a moléculas de açúcar. Estas proteínas de defesa – as lectinas –  têm a característica de se ligar aos açúcares destruindo-as. Elas estão presentes principalmente em plantas da família das solanáceas – tomates, beringelas, tomates…–  leguminosas e cereais. O glúten é uma das lectinas mais conhecidas.

Fitoestrógenos: Compostos que controlam o sistema reprodutivo do predador ao mimetizarem estrogénio. Exemplo comum são as isoflavonas presentes na soja, mas estes estão presentes também na maioria das leguminosas. 

Inibidores de enzimas: Compostos que impactam a digestão e o metabolismo dos alimentos ao inibirem o efeito das enzimas digestivas. Elas estão presentes na maior parte dos cereais, leguminosas e oleaginosas.

Açúcar: Frequentemente produzido a partir do refinamento da cana de açúcar ou beterraba, resulta num produto vazio de micronutrientes que depende dos nutrientes do nosso organismo para ser digerido.
RECOMENDAÇÕES DE LEITURA
→ Dietary pesticides (99.99% all natural) – Bruce N. Ames
→ Living with Phytic Acid – Ramiel Nagel
→ The Art of Fermentation – Sandor Katz
→ The Hunter-gatherer Within: Health and the Natural Human Diet – George Diggs
→ The Plant Paradox – Steven R. Gundry

 
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aquela magazine - fonte Karte desenhada por Diogo Rapazote
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