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Comunidades, Algoritmos e Ativismos: olhares afrodiaspóricos

Hoje a newsletter da Desvelar é especial. Acabamos de lançar o livro Comunidades, Algoritmos e Ativismos: olhares afrodiaspóricos. Depois de muito trabalho dos colaboradores, está no ar! Conheça, baixe e/ou compre:

O livro Comunidades, Algoritmos, Ativismos: olhares afrodiaspóricos reúne 14 capítulos de autoras/es dos Brasis, África e afrodiáspora. Os capítulos estrangeiros estão traduzidos pela primeira vez ao português, para facilitar as conexões com a literatura estrangeira.

A versão digital pode ser baixada através dos sites do IBPAD ou ResearchGate. Graças ao subsídio do instituto e da Desvelar, a LiteraRUA pôde estabelecer um preço especial.

De maio em diante teremos alguns eventos presenciais com a versão impressa. Quer na sua cidade? Fala com a gente!


Saiba mais sobre o livro:
Rapper, compositor, empresário e inovador, o grande Emicida assina o prefácio da publicação. No generoso texto, Emicida conecta reflexões sobre tecnologia e epistemologias africanas. Saca um trecho: 

"Tecnologia, storytelling, minimalismo e ideias que visam ampliar a percepção do que significa ser humano, não podem ser vendidas no século XXI como “invenções do vale do silício”. (...) Oras, se a essência das redes sociais é a conectividade, está para nascer uma que cumpra seu papel com mais eficácia do que um tambor."
O capítulo de abertura é Retomando nosso fôlego: Estudos de Ciência e Tecnologia, Teoria Racial Crítica e a imaginação carcerária, de Ruha Benjamin, professora da Universidade de Princeton.

Em seu texto, Ruha Benjamin apresenta a ideia de "imaginação carcerária" na tecnologia, um modo de abordar como dispositivos de reconhecimento facial, pulseiras eletrônicas e big data, entre outros, são formatados em um mundo supremacista branco. A partir da Teoria Racial Crítica e dos Estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade, Benjamin apresenta também uma abordagem Critical Race STS
Racismo e antirracismo no Brasil e Colômbia são os temas dos capítulos a seguir. Luiz Valério P. Trindade, doutor pela Universidade de Southampton, apresenta resultados de amplo estudo sobre as características do racismo online no Brasil.

Em seguida, o capítulo de Niousha Roshani fala sobre iniciativas antirracismo de jovens de nosso país e da Colômbia, incluindo mapeamento de grupos e organizações da sociedade civil.
Apresentando bases teóricos e procedimentos de metodologia própria, o André Brock (GeorgiaTech) nos oferece a Análise Crítica Tecnocultural do Discurso.

A abordagem leva em consideração a complexidade dos dados multimodais, análise de texto, discurso, interface e estrutural cultural crítica às comunidades digitais situadas em seus contextos sociotécnicos.
Duas abordagens sobre as políticas das estéticas são apresentadas a seguir. Larisse Louise Gomes (UFSC) nos apresenta estudo de como as tecnologias de comunicação digital foram transformadas em ferramentas afetivas e decoloniais para as mulheres negras no apoio mútuo e expansão da autoestima.

De outro lado, Ronaldo Araújo (UFAL/UFMG) e Jobson da Silva Junior (UFRJ) apresentam as micronarrativas de racismo no Twitter em torno de um fenômeno em ascensão, ainda que não exatamente novo: o blackfishing.
O racismo algorítmico é abordado pelos dois capítulos a seguir. No primeiro, Tarcízio Silva (UFABC) conecta a ideia de "microagressões" a casos públicos de racismo algorítmico.

No segundo, Fernanda Carrera (UFRJ) nos oferece resultados e análise de estudo inédito sobre a associação imagética de variáveis profissionais e financeiras a grupos de gênero e raça em bancos de imagens.
Ainda na seara do big data e inteligência artificial, Abeba Birhane (University College Dublin) critica as abordagens extrativistas sobre a África em capítulo sobre a colonização algorítmica de valores e dados no continente.

Serge Katembera (UFPB) estuda as concepções ativistas digitais de países africanos a partir de das relações entre evergetismo cívico, cosmopolitismo, soberania e pan-africanismo.
Thiane Barros (UFBA) apresenta capítulo construído a partir do conhecimento e escrevivências das mulheres negras que marcham, agem e quebram códigos estruturais e computacionais.

Taís Oliveira e Dulcilei Lima (UFABC) discutem as tecnologias de sobrevivência a partir de estudos sobre o feminismo negro e sobre o afroempreendedorismo, apresentando resultados de levantamentos, pesquisa etnográfica e análise de redes.
Capítulo de três pesquisadores da Ciência da Computação e Engenharias da Nigéria nos mostra como práticas da cosmogonia Iorubá antecipam lógicas da computação.

Femi Ololade Alamu (Universidade de Lagos), Halleluyah O. Aworinde (LAUTECH) e Walter Isharufe (Universidade de Edmonton) descrevem a divinação Ifá como operação de E-P-S e como sistema binário na consturção e hierarquia dos 256 Odus.
Fechando o livro, a professora Seyram Avle (University of Massachusetts) descreve ampla pesquisa com estudantes e empreendedores ganenses que transformaram suas trajetórias em experiências internacionais mas voltam ao Gana para evoluir os conhecimentos e aplicar no sistema empreendedor do país.
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