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Bem-vindo à primeira edição da newsletter Interfaces. Você é um dos primeiros privilegiados a receber este e-mail, com edição e curadoria de Henrique Martin e Samir Salim Jr. 

Essa primeira edição traz um conteúdo exclusivo para assinantes - um resumo executivo da chegada dos smartphones Huawei ao Brasil. Na sequência, o resumo de tecnologia da semana. Estamos em fase de testes ainda :)

Boa leitura, indique a Interfaces para os amigos e nos vemos semana que vem!

Resumo Executivo:
Huawei no Brasil


Na última terça (30), a Huawei fez sua terceira estreia no mercado brasileiro de smartphones ao anunciar os modelos P30 Pro e P30 Lite, que começam a ser vendidos no dia 17 de maio. 

A Huawei diz estar em uma fase de "construção de marca" nesse momento inicial com o lançamento dos dois aparelhos, em um "plano elaborado de negócios de três anos" no país, de acordo com José Luiz Nascimento, diretor de vendas da Huawei Consumer no Brasil.  

Estratégia de vendas:
  • Preços sugeridos: P30 Pro - R$ 5.499 / P30 Lite - R$ 2.499, ambos com película, capinha e fone de ouvido na caixa.
  • Aparelhos são importados nessa primeira fase. 
  • Onde encontrar: lojas físicas e online da Vivo (já abriu pré-cadastro, mas não pré-venda) e nas redes Fast Shop, Ponto Frio, Casas Bahia, Magazine Luiza, Americanas, Shoptime e Submarino. Operação é mista entre online e offline - uma segunda fase vai incluir outros parceiros, ainda não divulgados. 
  • Note que os produtos da Huawei não entraram em pré-venda nem nenhum tipo de promoção foi anunciado para o lançamento. 
  • Mercados foco: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília.
Visão da Interfaces sobre os preços
O valor sugerido pela Huawei para o P30 Pro de 256 GB de armazenamento é o que esperávamos, entrando na mesma faixa de preço do Samsung Galaxy S10+ com 128GB de armazenamento. Por ser um produto premium, a Huawei conseguiu se posicionar onde quer estar - entre os grandes - e, na prática, não importa se o aparelho custa R$ 5.499, R$ 7.000 ou R$ 10.000. Quem quer comprar, vai comprar. 

Já o valor do P30 Lite foge um pouco do esperado para um aparelho intermediário. A Huawei se justifica com as especificações - processador Kirin 710, 4 GB de RAM, 128 GB de armazenamento, carregador rápido de 18W, câmera selfie de 32 megapixels e câmera tripla traseira - e com o design furtacor popularizado (lá fora) pela marca. Na prática, em uma comparação rápida, é um Moto G7 Plus bem mais caro com esteróides. 

De qualquer modo, nossa atenção a Huawei já tem. Agora é aguardar a semana do lançamento e ver o que eles vão aprontar com o varejo e a Vivo nas promoções - incluindo o mercado corporativo, que já percebemos uma movimentação de ofertas nos bastidores. 

Podemos adiantar que alguns varejistas não vão trabalhar o preço cheio e estão liberados para fazer seu preço, graças a uma fonte falastrona da empresa no Facebook. 

Estratégia de pós-vendas:
  • Assistência técnica em todo o Brasil e call center português/inglês 24h por dia, 7 dias por semana (incluindo feriados). Não entendi a necessidade do call center bilíngue. Somente para aparelhos vendidos com homologação da Anatel - seu P30 paraguaio não terá assistência. 
  • Suporte terá atendimento via chat, e-mail, site, WhatsApp e redes sociais. Os perfis da empresa no Twitter e Instagram já iniciaram atividades procurando interação com as pessoas.
  • Para o P30 Pro, a Huawei vai dar dois anos de garantia (no que ela chama de Premium VIP Service) com linha dedicada de atendimento. O serviço de Reparo Rápido (restrito às autorizadas Huawei) promete conserto em até uma hora. 
  • Ainda para o P30 Pro, o serviço Huawei Phone Spa dará serviços gratuitos de software e a primeira aplicação (ou primeira troca) de película da tela durante o primeiro ano de garantia. É uma estratégia similar ao que a Huawei adotou na Índia.
Próximos passos que esperamos da Huawei no Brasil:
  • Lançamento de acessórios diferenciados nos próximos meses, como carregadores sem fio de 15W
  • Anúncio da fabricação local (ao menos dos modelos mais baratos), já que estão procurando parceiros. Nossa aposta: Foxconn, e a linha de montagem já está em preparação. Importar peças, treinar equipe, acertar a produção leva tempo (nosso Youtuber favorito Marcel Campos sempre fala isso da Asus).  
  • Lançamento da linha Y (mais básica) no segundo semestre, fabricada no país.
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O que acontece esta semana no mercado de tecnologia?

Jack Dorsey, CEO do Twitter, vem ao Brasil para uma feijoada. Não é uma coletiva, não é uma entrevista, é um bate-papo informal com "as @ mais interessantes do país" (nós somos duas delas!). A conferir na quinta (9).

Tem ainda Google IO (um guia do que esperar) de terça a quinta. Espero que o Android Q seja mesmo "Quindim" e o Microsoft Build de segunda a quarta (veja aqui o que esperar).
 

Ainda a Huawei

A Huawei passou a Apple e agora é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo. E foi a única a crescer no primeiro trimestre de 2019, segundo o IDC, com 59,1 milhões de aparelhos vendidos e um market share de 19% - atrás apenas da líder Samsung (71,9 milhões/23,1%).

A Counterpoint Research indica a mesma tendência e o UOL Tecnologia aponta que o lançamento no Brasil é o que falta para a Huawei passar a Samsung de vez.

A Bloomberg diz que a chegada da Huawei ao Brasil é um desafio ao governo Trump. E o Barba fez um belo resumo do evento em São Paulo.

Reviews do P30 Lite

Só saiu um, o do Canal Tech, que não ficou muito contente com o produto pelo visto.

Reviews, análises e notícias do P30

Tecnoblog | ZTOP | O Estado de S.Paulo | UOL | Mundo Conectado | Android Pit | MeioBit reclamando de preço | O Estado de S.Paulo e a privacidade das câmeras | Mobile Time | Reuters | G1 | Istoé | Techtudo | Folha de S.Paulo | Gizmodo | Rudy Caro | BeTech | K Tech | Rodrigo Toledo

Eletrônicos de consumo

Ah, a Motorola e seus eternos vazamentos. Agora dos One Vision (que devem ser anunciados dia 15 em São Paulo), de um RAZR dobrável e até do Moto Z4 (fino, com módulos e conector de fone de ouvido).

Ainda nos vazamentos (e numa prévia infeliz do Google IO), o Pixel 3A já apareceu na Best Buy (insira a ironia que Rick Osterloh, antigo CEO da Motorola, hoje é chefe de hardware no Google)

Para não dizer que a Samsung não fez nada esta semana, atualizou uns "jotinhas" pra Android 9 e o Galaxy Watch agora funciona também na Claro. Primeiro review dos M: Galaxy M10. E como amadureceu o Galaxy Note 9 após 7 meses de uso.

As vendas de smartwatches continuam crescendo, Apple e Samsung lideram.

O Loop Infinito acredita que o Google vá trazer o Google Home Hub para o Brasil. Eu acredito em Papai Noel.

Pros brasileiros, a scooter com financiamento colaborativo da Xiaomi tem um nome 5a série B que evitaremos publicar aqui.

TechBiz

Após a proibição de postagens de conteúdo adulto no Tumblr, a Verizon cogita vender a rede social para um site de pornografia.

A economia colaborativa via apps, como Uber e iFood, é fonte de renda de 4 milhões de autônomos no Brasil.

O acordo bilionário entre Apple e Qualcomm tem um valor: até US$ 4,7 bilhões para a turma de San Diego.

Um tempo atrás a Citrix foi invadida por hackers. Eles ficaram seis meses fuçando na companhia sem serem percebidos.

Um e-commerce para cachorros. E é no Brasil.

Internet

Uma explicação para adultos sobre o que é o TikTok.

A Apple vestiu a carapuça e fez um comunicado sobre os apps de controle de tempo (defendendo seu lado, claro).

Speedgate é o primeiro esporte criado por uma inteligência artificial. Yikes.

Para a Fast Company, vivemos num mundo de algoritmos e isso vai causar uma nova divisão de conhecimento. Kara Swisher diz que a Web 3.0 acabou.

O episódio escuro de Game of Thrones estragou o último domingo de muitos fãs da série. Uma explicação séria da Slate (culpe a fotografia e a compressão!) e soluções do Verge para os próximos episódios (incluindo a bizarra "troque sua TV por uma OLED").

Tchau, influenciadores do Instagram. O grunge voltou. Os apps de pum também.

Facebook F8

A conferência anual de desenvolvedores levantou a lebre da privacidade de novo (leitura da semana no Outline).

Messenger passa a ter criptografia ponta-a-ponta, novos recursos de namoro estão disponíveis (incluindo o Brasil), Instagram vai lançar e-commerce pros influenciadores venderem aquela brusinha linda e vai acabar mesmo com os Likes.

No fim do ano tem um novo layout para todo mundo no Facebook, mas dá pra usar hoje se quiser. E compensa ver quando Mark Zuckerberg tenta fazer uma piada sobre privacidade, mas ninguém acha graça.

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